Sábado, 22 de Julho de 2006

AMOR E CEGOVIM

Era uma vez ... fazia o Senhor Rei D. Dinis e a sua Santa mulher, a Rainha
Isabel, uma mais demorada pousada em Leiria, talvez para descansar dos
muitos
afazeres do seu alto cargo.

Um dia, o Rei passeando no seu fogoso corcel, galopou, galopou, campos fora,
e, lá longe, num pequeno lugar vê uma camponesa formosa como nenhuma outra
se vira ainda em muitas léguas ao derredor.

Apaixonou-se o Rei pela camponesa e ali, naquele lugar, no meio do campo
florido de papoilas e malmequeres, nasceu naquele dia um grande amor.

As visitas do Rei ao seu grande amor continuaram e tornaram-se conhecidas
nas redondezas, e, àquele lugar começaram a chamar Amor.

Também a Rainha soube dos novos amores do seu marido e Rei e, para lhe
mostrar a sua reprovação sem o melindrar, mandou uma noite alumiar o caminho
por
onde o Rei, seu esposo, deveria regressar a Leiria.

D. Dinis, ao dar com as veredas, por onde voltava, com grande alumiação, de
muitos fogachos, viu estar ali uma muda intenção crítica da Rainha, e
exclamou:
"Até aqui cego vim!"

E o sitio onde começavam as iluminarias passou a chamar-se "Cegovim", que,
por uma natural corruptela popular se chama hoje Cegodim.

Cumprimentos

(Por M. Seleiro)

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a Lenda da Porta da Traição

Numa noite sem luar, cercava o exército de D. Afonso Henriques a fortaleza
de Óbidos onde os mouros resistiam já há cerca de dois meses. D. Afonso
Henriques
e Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, tinham decidido que o ataque seria
realizado na madrugada do dia seguinte antes de se retirarem para as suas
tendas.
Dormia já o Lidador quando foi acordado por uma voz de mulher que lhe pedia
para ser conduzida à tenda do rei de Portugal, pois tinha algo de importante
a comunicar-lhe. A jovem vivia no castelo dos mouros mas não sabia se era
moura porque nunca tinha conhecido os seus pais. Temendo uma cilada dos
mouros,
foi com alguma relutância que o Lidador a conduziu à presença do rei,
perante o qual a jovem revelou o sonho que se repetia há três noites. Neste
sonho,
aparecia-lhe um homem novo de barbas castanhas e olhar doce que a incumbiu
de transmitir uma mensagem para o rei de Portugal: o rei deveria reunir os
soldados
e liderá-los num ataque surpresa na parte fronteiriça do castelo, enquanto
que o Lidador se deveria dirigir com dez homens às traseiras onde a jovem
donzela
abriria uma porta para os deixar passar. O homem de olhar doce prometia
Óbidos aos cristãos e a salvação à jovem donzela. Apesar da hesitação do
Lidador,
D. Afonso Henriques já não se atrevia a duvidar dos desígnios divinos após o
Milagre de Ourique. Na manhã seguinte, Óbidos foi conquistada conforme o
sonho
da misteriosa jovem que nunca mais foi vista. A porta que franqueou a
entrada dos cristãos ficou para sempre conhecida como a Porta da Traição.

(De M. Seleiro em: tradicional@googlegroups.com)

publicado por tradicional às 02:11
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SANTA IRIA

SANTA IRIA
Era uma vez ... ali para os lados da Torre havia um lugar chamado de
Magueixa.

Lá viviam Emírgio e a sua mulher Eugénia Magueixa, assim apelidada por ter
nascido naquele pequeno lugar.

Como eram muito trabalhadores e económicos, juntaram uns dinheiros e
construíram uma casa a que o povo passou a chamar a Torre da Magueixa, em
lembrança
do nome da mulher do Emírgio.

Tempos depois nasceu naquela casa uma menina a quem seus pais puseram o nome
de Iria.

Passaram os anos da infância de Iria. E, um dia, os pais mandaram-na para um
recolhimento de uma terra chamada Nabância - é hoje a cidade de Tomar - onde
viviam duas tias de Iria, irmãs do pai Emírgio, que se chamavam Casta e
Júlia.

Em Nabância também vivia um outro parente de Iria, que era abade dos
religiosos de S. Bento e que recomendou Iria a um santo monge chamado
Remígio.

Iria mostrara sempre uma profunda Fé, uma devoção total, e, por isso, muito
bondosa e caridosa, começou a tornar-se notada pelos seus sentimentos
cristãos.

Tão profundamente sentia a Verdade pregada por Cristo que procurava a
clausura para melhor se sentir junto de Deus, e só saía no dia de S. Pedro
para ir
rezar na Igreja deste Apóstolo.

Por aquele tempo vivia em Nabância um jovem chamado Bristaldo, filho do
Governador, que ao ver na Igreja de S. Pedro a Iria, muito linda, muito
formosa,
se apaixonou por ela.

A paixão de Britaldo foi tão forte que adoeceu gravemente.

Iria, por inspiração divina, soube da doença do rapaz e da razão que a
provocara e, por caridade, foi visitá-lo, desenganando-o dos seus desejos de
se casar
com ela. Então Britaldo pediu a Iria que nunca casasse nem amasse a outro
rapaz, o que Iria prometeu imediatamente. Com esta promessa tão prontamente
feita,
o filho do Governador sentiu-se logo melhor.

Mas ... o bom Monge Remígio, a cujos cuidados Iria havido sido entregue,
começou a sentir-se apaixonado pela linda Iria e a tentá-la.

Iria não aceitou as tentações do Monge Remígio, o que levou este a tramar
uma vingança contra a doce e inocente Iria. E a vingança consumou-se.

O monge, que tinha muito de sábio, preparou uma beberagem com ervas, que
conhecia, e que provocou a inchação do ventre, dando a aparência de uma
falta.

Iria bebeu a tisana de boa fé. E o ventre de Iria começou a inchar, e quanto
mais os dias corriam mais ele se avolumava e mais a sua fama de Santa
desaparecia.

Todas passaram a duvidar da pureza e da virtude de Iria. Britaldo, o jovem
filho do Governador, ao saber o que constava e julgando que Iria faltara à
sua
promessa, jurou vingar-se e ordenou a um dos seus familiares que a fosse
matar.

E o familiar matou Iria, no dia 20 de Outubro de 653, degolando-a, quando
Iria, sempre pura e inocente, estava ajoelhada e de mãos postas a rezar, à
beira
do rio Nabão, que passava junto ao Convento onde estava Iria. E o corpo foi
rio abaixo.

No mesmo momento Célio, também tio de Iria, por revelação de Deus, sentiu a
trama de Remígio e conheceu o sítio onde estava o corpo de Iria. E tudo
revelou
ao povo que, cheio de dó e reconhecendo a inocência e a pureza de Iria, deu
graças a Deus e foi buscar, em solene procissão, à baixa de Santarém chamada
ribeira, o corpo de Iria.

Ali chegados deu-se o grande milagre de se abrirem as águas do Tejo, na
margem, até onde estava o corpo imaculado da Santa, sobre um túmulo feito
pelas
mãos diáfanas dos Anjos.

Era o desejo de seus conterrâneos levar o corpo de Santa Iria, mas ninguém o
pôde fazer. Ninguém o movia. Apenas lhe levaram, para recordação, alguns
cabelos
e pedaços do pano da camisa que milagrosamente serviram para tratamento de
cegos e aleijados no Convento de Santa Iria.

Muitos milagres, segundo dizem, se devem a esta Santa, que séculos mais
tarde, teve a visita de outra Santa, a Rainha Santa Isabel.

E na Torre, na terra que a viu nascer, ainda hoje existe uma capela da
invocação de Santa Iria que, segundo a tradição oral, foi construída no
mesmo sitio
onde esteve edificada a casa onde Ela nasceu.

(M. Seleiro, postou em: tradicional@googles

publicado por tradicional às 02:07
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A Princesa Zara

Era uma vez ... nos tempos já muito distantes do Rei Afonso, que do norte
vinha para o Sul, conquistando terras e mais terras que estavam na posse da
moirama,
chegou ele às proximidades de Leiria cuja terra conquistou também.

Aqui construiu um castelo rouqueiro, que entregou à guarda dos seus
guerreiros, abalando à conquista de mais terras, a construir um Portugal
maior.

Os mouros sabendo do castelo pouco guardado, voltaram e, após uma luta
porfiada, venceram os guardas do castelo e tomaram-no.

Passou a ser por essa altura, seu guardião, um velho mouro que vivia com sua
filha, uma linda moura de olhos esmeraldinos e louros cabelos entrançados,
chamada Zara.

Um dia, já o sol se escondia no horizonte sob nuvens acobreadas, a linda
moura, estava à janela do castelo voltada ao Arrabalde, a pentear os cabelos
encanecidos
de seu velho pai, quando viu ao longe uma coisa que lhe pareceu estranha,
mesmo muito estranha.

Que viu a linda princesa castelã, de olhos verdes de esmeralda?

Viu o mato a deslocar-se de um lado para o outro e também em direcção do
castelo.

Foi então que a linda princesa castelã perguntou ao seu velho pai:
"Oh! Pai, o mato anda?" Ao que o pai da linda princesa, respondeu:
"Anda, sim, minha filha, se o levam."

E o mato era levado, sim, mas pelos guerreiros cristãos do Rei Afonso, que
se escondiam atrás de paveias de mato que cortaram e ajuntaram para
avançarem
para o castelo sem serem vistos.

E avançaram, avançaram cautelosamente, até que já próximo da porta chamada
da traição, correram, passaram-na lestamente e conquistaram o castelo.

Nunca mais se soube da linda princesa de olhos verdes, nem de seu velho pai,
que era o Governador, mas, a partir desse dia, Portugal ficou maior.

(Postagem de M. Seleiro em: tradicional@googlegroups.com)

 

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O PAJEM INVEJOSO

O PAJEM INVEJOSO
Era uma vez ... estavam D. Dinis e sua mulher, a Rainha Santa Isabel, a
estanciar em Monte Real, o que faziam sempre que era possível.

Certo dia, foi o Rei galopar, campos fora, levando consigo um pagem que
tinha inveja de um outro pajem que era muito valoroso e estimado.

Num abrandamento da corrida que fizeram o moço fidalgo invejoso disse ao rei
que o outro pajem estava apaixonado pela Rainha.

O Rei Lavrador acreditou na palavra do seu acompanhante e vendo, donde
estavam, um forno de cozer cal a arder com enormes labaredas, imediatamente
combinou
com o forneiro de que, no dia seguinte, um pajem o iria procurar e lhe diria
que ia para cumprir as ordens do seu Rei e Senhor.

Logo que tais palavras dissesse o deitasse ao forno, pois que assim convinha
ao seu serviço.

Mas ... como o nosso bom povo diz: "o homem põe e Deus dispõe."

O Rei mandou o pajem, vítima inocente da intriga do colega invejoso, ir ter
com o forneiro.

Este pajem, porém, que além, de destemido e considerado, era um homem justo
e temente a Deus, ao passar por uma capelinha onde se dizia missa entrou e
cumpriu
os preceitos de bom religioso. E ali se demorou um bom pedaço.

O pajem invejoso, ansiando por saber se as ordens do Rei já estavam
cumpridas tão fielmente como haviam sido dadas, não teve mão na sua maldade
e meteu
a galope em direcção ao forno para saber se as ordens do Rei seu Senhor,
estavam cumpridas.

Palavras não eram ditas e o forneiro e os seus ajudantes agarraram no pajem
invejoso e ... forno com ele.

E assim morreu queimado um invejoso e intriguista.

Cumprimentos

(Postagem de M. Seleiro em: tradicional@googlegroups.com)

 

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O MILAGRE DAS ROSAS

Era uma vez ... vivia o Rei D. Dinis com a Rainha Santa Isabel, no Castelo
de Leiria.

A Rainha tinha mandado fazer a igreja de Nossa Senhora da Penha, lá no
Castelo, onde moravam, na qual trabalhavam muitos alvanéis.
Santa Isabel, que era muito caridosa e dava muitas esmolas aos pobres, o que
às vezes contrariava o Rei, que era bom administrador do reino e da sua
fazenda,
tanto mais que as esmolas da sua mulher eram grandes e repetitivas.
Um dia, levava a Rainha, numa abada do seu manto, grande quantidade de pães
para distribuir pelos mais pobres, quando lhe apareceu, de surpresa, seu
marido
e Rei, que conhecendo demasiado bem o espírito de bem-fazer da Rainha e
calculando o que ela levava na aba do seu manto, lhe perguntou:
"Que levais aí, Senhora?"

Ao que a Rainha Santa lhe responde:
"Rosas, Senhor!"

E a Santa Rainha abrindo o manto em que levava os pães destinados aos
pobres, deixou-os cair já transformadas em lindas rosas, frescas e viçosas.

O Rei seguiu seu caminho, sorrindo contente e a Rainha ficou mais contente
ainda.

Cumprimentos

(Postagem de M. Seleiro em: tradicional@googlegroups.com)

publicado por tradicional às 01:17
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LENDA DO VINHO DO PORTO

No outono de 1679, um barco com um carregamento de vinho do porto
largou a cidade do Porto com destino a Londres.
O que nessa época era frequente, a meio da viagem, foi atacado por um
corsário francês a custo do qual conseguiu escapar, navegando para o
alto mar.
Acossado por violenta tempestade, afastou-se imenso da sua rota pelo
que o capitão tomou a decisão de ir fundear em S. João da Terra Nova
para reabastecimento e repouso da tripulação.
Impossibilitados de prosseguir viagem devido ao rigor do inverno, só
na primavera seguinte se fizeram de novo ao mar. Finalmente, chegados
a Londres, constataram, com natural espanto, que a prolongada estadia
na Terra Nova tinha dado ao vinho um aroma e um sabor agradavelmente
diferentes.
Desde então, a companhia proprietária do carregamento passou a enviar
anualmente grandes quantidades de vinho para envelhecer na Terra Nova.
Assim surgiu este celebrado porto e esta espantosa lenda perpectuada
nos rótulos das garrafas dos portos Newman's.

FONTE: Letras e Estudos Luso-Canadianos

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Lenda da Serra do Nó

A lenda do Castelo da Serra do Nó, perto de Viana de Castelo, é do
tempo em que os mouros dominavam aquela região sob o comando de
Abakir, que tinha fama de conquistador de terras e de mulheres. O seu
castelo, mesmo no topo da serra do Nó, era dos mais ricos do mundo,
dizia-se. Um dia, quando regressava a casa após mais uma batalha bem
sucedida, Abakir viu uma linda pastora por quem se apaixonou
imediatamente. No dia seguinte, habituado que estava a que nada nem
ninguém lhe resistisse, o rei mouro mandou que a trouxessem à sua
presença e disse-lhe que queria que ela ficasse ali a viver com ele
para sempre. Conhecendo a reputação de Abakir, a jovem pastora assumiu
o porte altivo de uma princesa e tudo recusou. Abakir enfureceu-se e
mandou-a prender na torre do castelo até que a jovem pastora lhe
pedisse perdão por ter ousado afrontá-lo com uma recusa. Mas ela nunca
o fez e, um dia, Abakir cedeu e ofereceu-lhe o seu amor incondicional.
A pastora então disse-lhe que o aceitaria sob a condição de Abakir se
afastar de todas as outras mulheres e nunca mais pensasse noutra que
não ela. Abakir prometeu e a bela pastora entregou-se-lhe naquela
noite. Viveram felizes até que um dia a ameaça dos exércitos cristãos
se fez sentir. Abakir reuniu os seus súbditos e aconselhou-os a fugir.
Informou-os ainda que ficaria sozinho no castelo até ao fim e a única
voz que se fez sentir foi a da linda pastora que afirmou que ficaria
também. Abakir sorriu. Não esperava outra coisa da sua princesa.
Sozinhos no castelo viveram ainda algum tempo felizes, aproveitando os
últimos momentos de um grande amor. Quando se ouviam já os gritos de
vitória dos cristãos, Abakir abraçou a sua amada, pegou no Corão,
sussurrou umas palavras misteriosas e fez um sinal mágico com a mão.
Quando os cristãos chegaram à Serra do Nó, o castelo tinha
desaparecido. A tradição diz que quem conseguir descobrir a entrada do
castelo encantado através de uma gruta ficará possuidor de
maravilhosas riquezas! Abakir e a pastora ainda podem ser vistos em
noites de luar, vagueando pela serra, aparecendo àqueles que ousam
tentar descobrir o mistério do castelo encantado!

Retirado de Lendas de Portugal

publicado por tradicional às 00:46
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Lenda dos Tripeiros

Lenda dos Tripeiros

No ano de 1415, construíam-se nas margens do Douro as naus e os barcos
que haveriam de levar os portugueses, nesse ano, à conquista de Ceuta
e, mais tarde, à epopeia dos Descobrimentos. A razão deste
empreendimento era secreta e nos estaleiros os boatos eram muitos e
variados: uns diziam que as embarcações eram destinadas a transportar
a Infanta D. Helena a Inglaterra, onde se casaria; outros diziam que
era para levar El-Rei D. João I a Jerusalém para visitar o Santo
Sepulcro. Mas havia ainda quem afirmasse a pés juntos que a armada se
destinava a conduzir os Infantes D. Pedro e D. Henrique a Nápoles para
ali se casarem...

Foi então que o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto
para ver o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço
despendido, achou que se poderia fazer ainda mais. E o Infante
confidenciou ao mestre Vaz, o fiel encarregado da construção, as
verdadeiras e secretas razões que estavam na sua origem: a conquista
de Ceuta. Pediu ao mestre e aos seus homens mais empenho e
sacrifícios, ao que mestre Vaz lhe assegurou que fariam para o infante
o mesmo que tinham feito cerca de trinta anos atrás aquando da guerra
com Castela: dariam toda a carne da cidade e comeriam apenas as
tripas. Este sacrifício tinha-lhes valido mesmo a alcunha de
"tripeiros". Comovido, o infante D. Henrique disse-lhe então que esse
nome de "tripeiros" era uma verdadeira honra para o povo do Porto. A
História de Portugal registou mais este sacrifício invulgar dos
heróicos "tripeiros" que contribuiu para que a grande frota do Infante
D. Henrique, com sete galés e vinte naus, partisse a caminho da
conquista de Ceuta.

(Postagem de Patrícia Rosas, no grupo: tradicional@googlegroups.com)

publicado por tradicional às 00:43
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OS OLHOS DE ÁGUA DA CARANGUEJEIRA

OS OLHOS DE ÁGUA DA CARANGUEJEIRA
Era uma vez ... andava um lavrador agarrado à rabiça do seu arado lavrando a
terra que lhe havia de dar o pão. Ele era um bom homem, trabalhador ,
honrado
e muito temente a Deus. Dia de sol tórrido que tudo abrasava e secava a
língua das gentes e dos animais.

Os bois, puxando o arado numa andadura pachorrenta, estavam sedentos pois a
lavra já se prolongava por várias horas. Para os dessedentar o lavrador,
sequioso
também, levou os bois a um charco que lá havia perto e já com pouca água,
por a nascente haver secado.

Tanta era a sede e a pressa de a mitigar que o lavrador não desaparelhou o
gado, e os bois na impaciência da sua secura, avançaram mais e mais, pelo
charco
até que, às tantas, perdendo o pé, começaram a desaparecer nas areias
movediças.

O bom lavrador, impotente na sua infelicidade, nada podendo fazer para valer
aos seus bois, que eram a sua riqueza, implorou a graça divina.

Mas tudo foi em vão. Os bois e o arado desapareceram sem deixar rasto.

Mais empobrecido de bens, mas mais rico de coragem, o lavrador empunha a
enxada e com ela revolve a terra que já não pode arar.

Porém, alguns dias depois, não muitos, com estrema surpresa do lavrador, os
bois, ainda aparelhados no seu arado, emergem de um outro charco, também de
pouca água e não muito distante daquele.

Na sua passagem pelo interior da terra os bois desentupiram as nascentes dos
dois charcos que, a partir daí, se transformaram em "Dois Olhos de Água".

O povo da terra deu a um o nome de "Olho do Vale Sobreiro" e ao outro "Olho
da Fonte". E os charcos nunca mais secaram.

(Postagem de M. Seleiro, no grupo: tradicional@googlegroups.com)

publicado por tradicional às 00:39
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As Três Portas da Sé

As Três Portas da Sé
Era uma vez ... em tempos já muito antigos, vivia em Leiria um senhor muito
rico e muito poderoso, e muito avarento, que não sabia como guardar as suas
riquezas, os seus tesouros.

E passava ele dias e dias, noites e noites, a cogitar a maneira de os
ladrões lhe não roubarem os seus tesouros.

Como fazer? Como não fazer?

Até que um dia se lembrou de abrir três longos túneis e ao fim de um deles
colocar o muito ouro e a muita prata e as muitas pedras preciosas que tinha
e
que constituíam imenso tesouro, como até então nunca se vira.

E assim fez.

Mandou abrir três túneis subterrâneos, ali, no sopé do monte onde hoje está
construído o castelo, e deixou as suas riquezas ao fim de um deles.

Seguidamente mandou-os tapar com três portas de alvenaria e fez constar que
em uma delas estava o seu tesouro, mas em outro estava a fome e no terceiro
a peste.

Assim criou um ambiente de medo de verdadeiro terror, que evitou que os
ladrões lhe fossem roubar as suas imensas riquezas.
E o homem, rico e poderoso, passou a dormir descansado. As três portas ainda
hoje se vêem no muro, ao pé da Sé de Leiria, e passaram a ser conhecidas por
"As três portas da Sé."

(Por M. Seleiro, para o grupo: tradicional@googlegroups.com

publicado por tradicional às 00:27
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