Sábado, 22 de Julho de 2006

Lenda dos Tripeiros

Lenda dos Tripeiros

No ano de 1415, construíam-se nas margens do Douro as naus e os barcos
que haveriam de levar os portugueses, nesse ano, à conquista de Ceuta
e, mais tarde, à epopeia dos Descobrimentos. A razão deste
empreendimento era secreta e nos estaleiros os boatos eram muitos e
variados: uns diziam que as embarcações eram destinadas a transportar
a Infanta D. Helena a Inglaterra, onde se casaria; outros diziam que
era para levar El-Rei D. João I a Jerusalém para visitar o Santo
Sepulcro. Mas havia ainda quem afirmasse a pés juntos que a armada se
destinava a conduzir os Infantes D. Pedro e D. Henrique a Nápoles para
ali se casarem...

Foi então que o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto
para ver o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço
despendido, achou que se poderia fazer ainda mais. E o Infante
confidenciou ao mestre Vaz, o fiel encarregado da construção, as
verdadeiras e secretas razões que estavam na sua origem: a conquista
de Ceuta. Pediu ao mestre e aos seus homens mais empenho e
sacrifícios, ao que mestre Vaz lhe assegurou que fariam para o infante
o mesmo que tinham feito cerca de trinta anos atrás aquando da guerra
com Castela: dariam toda a carne da cidade e comeriam apenas as
tripas. Este sacrifício tinha-lhes valido mesmo a alcunha de
"tripeiros". Comovido, o infante D. Henrique disse-lhe então que esse
nome de "tripeiros" era uma verdadeira honra para o povo do Porto. A
História de Portugal registou mais este sacrifício invulgar dos
heróicos "tripeiros" que contribuiu para que a grande frota do Infante
D. Henrique, com sete galés e vinte naus, partisse a caminho da
conquista de Ceuta.

(Postagem de Patrícia Rosas, no grupo: tradicional@googlegroups.com)

publicado por tradicional às 00:43
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OS OLHOS DE ÁGUA DA CARANGUEJEIRA

OS OLHOS DE ÁGUA DA CARANGUEJEIRA
Era uma vez ... andava um lavrador agarrado à rabiça do seu arado lavrando a
terra que lhe havia de dar o pão. Ele era um bom homem, trabalhador ,
honrado
e muito temente a Deus. Dia de sol tórrido que tudo abrasava e secava a
língua das gentes e dos animais.

Os bois, puxando o arado numa andadura pachorrenta, estavam sedentos pois a
lavra já se prolongava por várias horas. Para os dessedentar o lavrador,
sequioso
também, levou os bois a um charco que lá havia perto e já com pouca água,
por a nascente haver secado.

Tanta era a sede e a pressa de a mitigar que o lavrador não desaparelhou o
gado, e os bois na impaciência da sua secura, avançaram mais e mais, pelo
charco
até que, às tantas, perdendo o pé, começaram a desaparecer nas areias
movediças.

O bom lavrador, impotente na sua infelicidade, nada podendo fazer para valer
aos seus bois, que eram a sua riqueza, implorou a graça divina.

Mas tudo foi em vão. Os bois e o arado desapareceram sem deixar rasto.

Mais empobrecido de bens, mas mais rico de coragem, o lavrador empunha a
enxada e com ela revolve a terra que já não pode arar.

Porém, alguns dias depois, não muitos, com estrema surpresa do lavrador, os
bois, ainda aparelhados no seu arado, emergem de um outro charco, também de
pouca água e não muito distante daquele.

Na sua passagem pelo interior da terra os bois desentupiram as nascentes dos
dois charcos que, a partir daí, se transformaram em "Dois Olhos de Água".

O povo da terra deu a um o nome de "Olho do Vale Sobreiro" e ao outro "Olho
da Fonte". E os charcos nunca mais secaram.

(Postagem de M. Seleiro, no grupo: tradicional@googlegroups.com)

publicado por tradicional às 00:39
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As Três Portas da Sé

As Três Portas da Sé
Era uma vez ... em tempos já muito antigos, vivia em Leiria um senhor muito
rico e muito poderoso, e muito avarento, que não sabia como guardar as suas
riquezas, os seus tesouros.

E passava ele dias e dias, noites e noites, a cogitar a maneira de os
ladrões lhe não roubarem os seus tesouros.

Como fazer? Como não fazer?

Até que um dia se lembrou de abrir três longos túneis e ao fim de um deles
colocar o muito ouro e a muita prata e as muitas pedras preciosas que tinha
e
que constituíam imenso tesouro, como até então nunca se vira.

E assim fez.

Mandou abrir três túneis subterrâneos, ali, no sopé do monte onde hoje está
construído o castelo, e deixou as suas riquezas ao fim de um deles.

Seguidamente mandou-os tapar com três portas de alvenaria e fez constar que
em uma delas estava o seu tesouro, mas em outro estava a fome e no terceiro
a peste.

Assim criou um ambiente de medo de verdadeiro terror, que evitou que os
ladrões lhe fossem roubar as suas imensas riquezas.
E o homem, rico e poderoso, passou a dormir descansado. As três portas ainda
hoje se vêem no muro, ao pé da Sé de Leiria, e passaram a ser conhecidas por
"As três portas da Sé."

(Por M. Seleiro, para o grupo: tradicional@googlegroups.com

publicado por tradicional às 00:27
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Sexta-feira, 21 de Julho de 2006

SENHORA DO MONTE

SENHORA DO MONTE
A uma comprida légua de Leiria, acima das Cortes, e no alto de um monte que
se prolonga para maiores alturas, há uma Ermida onde se venera uma imagem de
Nossa Senhora, com a invocação de "Senhora do Monte" que fez esquecer a de
"Mercês" com que algumas vezes a designaram. Esta Santa Imagem é de pedra,
bem
trabalhada, e teve a sua origem num voto de aflição, que a tradição oral e
escrita trouxe até hoje e nós vamos contar:
Era uma vez... ia Diogo Gil no alto mar. Não diz a lenda se era marinheiro
ou comerciante, capitão, piloto ou embreador, quando nas costas portuguesas
se
levantou temerosa tempestade, com alterosas ondas que varriam o barco de
proa à ré, de bombordo a estibordo. A aflição generalizou-se e Diogo Gil,
que
via terminados os seus dias naquele momento, fez um ferveroso voto a Nossa
Senhora de Lhe construir uma Ermida num alto monte que dali se avistava se a
borrasca amainasse.
E, logo após a promessa feita, à tempestade sucedeu a bonança. E Diogo Gil,
fiel á sua promessa, logo se voltou para terra e avistando os altos montes
que
coroam a povoação das Cortes, disse: "Será ali".
Regressando à terra, na cidade de Lisboa, Diogo Gil foi procurar o sítio que
do mar avistara e onde devia construir a ermida dedicada à Rainha dos Céus.
E andou, andou, até que chegou às Cortes. E ali subiu, subiu, passou a
Abadia, e continuou a subir...
Até que, lá ao longe, se via o mar, aquele mar que ia encurtando a vida de
Diogo Gil. O peregrino, olhando o mar, lembrou-se do mau bocado que passara

longe, nas brumas da distância. E, ali mesmo, Diogo Gil ajoelhou, orou, e
depois mandou edificar a Capelinha que prometera à mãe de Jesus.
Colocada a Imagem no altar, grande festa Lhe fez Diogo Gil, festa que todos
os anos se repetia e que ainda hoje se repete no dia da Senhora do Monte.
Não
se sabe quando se edificou a ermida, mas sabe-se que já tem vários séculos.

(M. Seleiro)

publicado por tradicional às 23:44
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Sábado, 15 de Julho de 2006

S. Jorge e o Dragão

O culto de S. Jorge foi introduzido em Portugal nos primórdios da
nacionalidade, através dos cruzados ingleses que participaram na
Reconquista. Entre alguns
dos devotos deste Santo, que nasceu de uma ilustre família cristã de
Capadócia (actual Turquia), estão D. João I e o Condestável Nuno Alvares
Pereira.

Mestre-de-campo do imperador Diocleciano com apenas vinte anos, o valente S.
Jorge insurgiu-se contra a injustiça da perseguição dos cristãos. Por esta
razão, o imperador romano mandou-o torturar mas este escapou ileso à roda de
pontas cortantes que lhe deveria dilacerar o corpo. Mas S. Jorge acabou por
morrer decapitado nos finais do século III.

A história mais conhecida de S. Jorge tem a ver com a morte de um dragão
terrível que existia em Silene, na Líbia. Os habitantes desta cidade
ofereciam-lhe
duas ovelhas por dia, para acalmar a sua fúria. Um dia, porém, o dragão
tornou-se mais exigente e reclamou um sacrifício humano, cuja escolha
aleatória
recaiu sobre a filha única do rei da Líbia. Foi então que S. Jorge apareceu
e se ofereceu para lutar com o dragão, libertando a cidade daquele terrível
jugo. Montando a cavalo com a sua lança, feriu o dragão e, ordenando à
princesa que tirasse o seu cinto e com ele amarrasse o pescoço do dragão,
trouxe-o
preso para a cidade. Aí chegados matou o dragão perante todos os habitantes,
depois de exigir em troca a sua conversão ao cristianismo.

Mas os habitantes de S. Jorge, perto de Aljubarrota, reclamam uma outra
versão da história do dragão passada na sua terra. Era então S. Jorge um
oficial
romano que estava aquartelado naquela região e tinha por costume mandar os
seus soldados dar de beber aos cavalos na "Fonte dos Vales", no ribeiro da
mata.
Mas, no momento em que os cavalos bebiam surgia da fonte um dragão que os
devorava. Os soldados, com medo de serem também mortos, recusavam-se a
voltar
à fonte. S. Jorge dirigiu-se à fonte, deu de beber ao seu cavalo e quando o
dragão surgiu, matou-o com a sua lança. Por esta razão, foi construída uma
capelinha naquele local onde foi colocada a imagem de S. Jorge a cavalo,
dominando o temível dragão.

(Contribuição de: M. Seleiro)

publicado por tradicional às 12:02
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PASTORINHA DO ARRABAL

Era uma vez ... em tempos muito antigos, estava uma menina a pastorear o seu
rebanho de algumas cabras.
Era um dia de canícula pesada, um daqueles dias em que a própria camisa é
roupa demais para se trazer vestida.
E a menina pastora tinha sede. Tinha muita sede e, como não tinha ali água
para se dessedentar, nem havia fonte próxima, a pequenina pastora chorava.
Chorava com sede e ninguém lhe acudia.
Eis se não quando uma fada muito branca, envolta em uma nuvem ainda mais
branca, se aproximou da pastorinha que chorava e lhe perguntou:
"Que tens tu, pastorinha, para chorares tanto?"
"Choro porque tenho sede, muita sede, e aqui não há água para beber."
"E porque não vais a tua casa beber água?"
"Não vou a minha casa beber água porque o meu pai bate-me, como já me tem
batido de outras vezes por eu ir a casa. Ele não quer que eu deixe o gado
sozinho."
"Então vai a casa - lhe diz a fada - e leva as cabrinhas à tua frente. Lá
bebes água e voltas ao pascigo."
"O meu pai só quer que eu saia com o gado de manhãzinha, que traga a merenda
e que regresse pouco antes do lusco-fusco. E, se assim não fizer, o meu pai
bate-me."
"Então, olha! Lhe disse a fada. Levanta aquela pedra, que ali está, e lá
encontrarás água para beber."

A pastorinha que tinha muita sede e que chorava por não ter água para beber,
foi levantar a pedra, como lhe tinha mandado a boa fada, e lá encontrou água
muito fresca, pura e cristalina, que a menina pastora bebeu, até ficar
saciada. E a pastorinha deixou de chorar, e, já sorridente, olhou, com
alegria,
as suas cabrinhas a pastar sob o sol tórrido daquele dia de Verão.

E voltando o seu olhar agradecido para a boa fada que lhe matara a sede, já
não a viu. Nunca mais a viu, mas também nunca mais a esqueceu.
(Contribuição de M. Seleiro)

publicado por tradicional às 11:54
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Ana de Bragança

Era uma vez ... já lá vão muitos lustros, um Senhor Infante, homem bem
apessoado e insinuante, fez pousada em Leiria.

Vivia, então, na cidade, uma senhora que aparentava uns trinta anos, muito
linda e elegante, chamada Ana Ricardina, natural da Praça de Almeida, lá
para
as bandas da raia, de ascendência espanhola, segundo uns, de raiz
portuguesa, segundo outros.

O Senhor Infante viu a linda Ricardina e logo se apaixonou. Amaram-se muito
e muito ternamente. E, passados tempos, a Ricardina começou a perder a
elegância
e a mostrar os sinais da maternidade.

Ia nascer um menino, o seu unigénito.

Mas o Senhor Infante já feito Rei abalou ... e abalou para longe.

E o menino nasceu, mas o pai jamais o viu.

Ele tinha olhado para baixo; ela tinha olhado demasiado para o alto.

Compreensivo e bom pai, não os abandonou.

E a mãe e o filho passaram a viver de uma pensão que um capitão lhe mandava
entregar em nome do Senhor Rei.

Mas um dia o capitão morreu e a pensão ... morreu também.

A Ricardina que já era conhecida por Ana de Bragança começou a sentir
dificuldades económicas, por falta da pensão. Mas ela era mulher forte e
decidida,
com sua grande vontade de viver, e, no desejo de amparar o seu menino,
fez-se curandeira. Passou a curar a espinhela caída como então se chamava,
popularmente,
ao estado de fraqueza geral. E assim foi vivendo de saudade do Senhor Rei,
até que Deus a chamou a si, aos setenta e dois anos de idade, já lá vão
muitos
lustros, deixando o seu menino, já feito homem e com geração.

(Contribuição de: M. Seleiro)

publicado por tradicional às 11:47
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O Agulhado

Era uma vez ... já lá vão muitos centénios, ainda a igreja de Nossa Senhora
da Pena, ou da Penha, era lindamente ordenada de preciosidades que a
tornaram
muito bela, como muito belas já eram as suas cantarias.

Entre as coisas valiosas que lá havia contava-se uma relíquia, que era um
pequenino osso de São Brás, guardado em uma bolsa de rico pano. E quando
algum
devoto se sentia amargurado ia àquela igreja e colocava a relíquia em volta
do pescoço sentindo-se, quase logo, aliviado.

Consta-se que, um dia, um pobre rapaz, engulira descuidadamente, uma agulha
e se lhe atravessara na garganta, causando-lhe grande aflição, quase o
sufocando.

Apressadamente o levaram diante de N. S. da Penha e lhe puseram a relíquia
ao pescoço.

Teve-se este facto como um milagre de N. S. da Pena e o rapaz ficou sendo
conhecido por O Agulhado.

(M. Seleiro)

publicado por tradicional às 11:09
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O Bodo do Pão e do Queijo

Era uma vez ... ali no Terreiro, que depois veio a chamar-se "Terreiro do
Pão e Queijo" e hoje é o Largo Cândido Reis, mas mais conhecido pela antiga
denominação
de "Terreiro", havia uma mulher que tinha uma venda.

Um dia, tocada pela ganância de maiores lucros e menores trabalhos, a
taberneira foi-se a um poço que tinha na sua casa e dele tirou a água com
que baptizou
o vinho que tinha para vender aos seus fregueses, sem saber que a água era
salgada.

E fez isto uma vez, e outra vez, mais algumas vezes sem que ninguém
descobrisse a trapaça da vendedeira.

Mas, como diz o nosso povo: "O homem cobre e Deus descobre." Assim foi
também desta vez, pois um belo dia os fregueses começaram a perceber que o
vinho
estava salgado, o que muito entristeceu a mulher que de pronto mandou tapar
o poço.

A taberneira, que era boa mulher, deu de se arrepender da sua boa acção e
fez logo testamento legando todos os seus haveres à Confraria do Espírito
santo,
de Leiria, com a condição de com o seu rendimento dar, todos os anos no 1º
de Maio, aos pobres da cidade, um bodo de pão e queijo.

E assim se fez durante muitos e muitos anos, até que os confrades se
esqueceram da obrigação que aquele legado lhes impunha, empregando tais
rendimentos
em despesas que não obedeciam à intenção da testadora.

Uma vez, o Bispo Dom Dinis de Melo, tomou conhecimento e ordenou, por
provisão de Abril de 1632, que o pão amaçado e o queijo comprado se
dividisse em três
quinhões e se distribuíssem, um para os pobres, outro para os pobres
envergonhados e o terceiro para os pobres que ocorressem à casa onde era
hábito dar
o bodo.

Aquela provisão bispal foi confirmada por outra de D. Pedro Barbosa, também
Bispo da Diocese de Leiria, datada de Abril de 1637.

Depois da morte da vendedeira, o dono da casa, Manuel de Campos, mandou
atulhar o poço.

No último quartel do século passado, a Rua do Pão e Queijo, onde estava
situada a venda e até onde chegava o Terreiro em tempos passados, mudou o
nome,
assim se esquecendo uma designação que era secular e criada pelo poço.

 

 

 

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O Corvo da Tomada de Leiria

Era uma vez ... nos tempos do primeiro rei de Portugal, as hostes do Rei
Afonso, vieram , em estugada marcha, do norte ao sul, com desejo de
conquistar
o Castelo de Leiria que aquele Rei havia edificado, anos antes, e os mouros
tinham tomado depois da grande matança da gente portuguesa.

Ao chegar às proximidades de Leiria, que então ainda não era cidade, o Rei
dispôs os seus guerreiros a norte do castelo, num montículo, hoje conhecido
como
Cabeço de El-Rei, donde ia partir para o assalto por aquele lado menos
difícil para a tomada da fortaleza.

Devia ser uma alvorada sem brumas a prenunciar um dia de sol claro a
refulgir nas pontas das lanças e nas espadas dos soldados portugueses.

Quando todas as tropas estavam já prontas para a arrancada pousou um corvo,
no alto de um pinheiro, que começou a agitar as asas com frenesim e a
crocitar
com alegria. Tal facto muito contentou as tropas do Rei Afonso e mais os
entusiasmou por verem nele um sinal de bom agoiro para a empresa que iam
cometer:
a conquista do Castelo de Leiria. Este acontecimento é hoje memorado no
brasão da cidade de Leiria, que mostra um corvo em cima dos dois pinheiros
que
ladeiam a sua torre central.

(M. Seleiro)

publicado por tradicional às 10:42
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