Terça-feira, 20 de Junho de 2006

DO SANTO E DO SOL CONTINUAM A ENTUSIASMAR A POPULAÇÃO

Lendas dos Penedos da Moura, do Santo e do Sol continuam a entusiasmar a
população de Lousada

Fantásticas estórias de um tesouro diabolizado e escondido no subsolo, ou de
uma santa cruel que cegou temporariamente um frade teimoso, são ainda hoje
associadas em Figueiras, Lousada, a três grandes penedos da aldeia. " Se foi
verdade não sei,mas era assim que contava o meu bisavô ", diz-se em
Figueiras, numa alusão às lendas em torno dos penedos da Moura, do Santo e
do Sol, que entusiasmam particularmente os mais idosos e a "pequenada" da
escola local. Cristiano Cardoso, um licenciado em História ao serviço do
pelouro de Património Histórico da Câmara de Lousada, estudou estas crenças
e vê nelas uma colagem de factos vagamente comprováveis a superstições
associadas ao bem e ao mal. Importa salientar que uma das crenças de
Figueiras, localidade onde terá existido uma fortificação castreja,
reporta-se a um tesouro enterrado nas imediações do penedo da Moura. Na
convicção popular, o tesouro espera ainda um candidato a novo rico e poderá
encontrar-se seguindo "determinadas rezas", explicadas no Grande Livro de
São Cipriano, uma espécie de enciclopédia das bruxarias. A 50 escassos
metros do penedo da Moura, no alto da Rainha, ergue-se, imponente, o penedo
do Santo, numa provável homenagem a São Bartolomeu, "roubado" a Figueiras
"pelos de Penafiel", onde ainda hoje é venerado. O penedo funcionou, durante
decénios, como local de pagamento de promessas, sendo que quem curasse as
suas maleitas, obrigava-se a colocar no afloramento rochoso um púcaro
contendo água, pão e sardinhas, estas como símbolo da doença. Tal como o
penedo da Moura, também o do Santo terá sido mutilado, em altura não
determinada, por pedreiros em busca de matéria-prima gratuita. Neste caso, o
prejuízo terá sido bem maior, já que terão destruído o que o povo designava
por "pegadas do santo", mas que Cristiano Cardoso diz terem sido gravuras
rupestres. A história e as estórias em torno dos penedos de Figueiras
fecham-se na casa senhorial de Rio de Moinhos, com um penedo pontiagudo com
uma cruz no topo. Trata-se do penedo do Sol, que desde o século XVI associam
a uma homenagem ao astro-rei, à luz, à visão e à suposta aparição no local
de uma imagem de Santa Luzia.

 

 

Contribuição de: Leonardo Silva

publicado por tradicional às 23:51
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